Boa Tarde!
Os médicos realizam em 21.09.2011, em todo o país, mais uma paralisação (é a segunda somente este ano) contra os pacientes, usando como pretexto os 'baixos preços pagos pelas operadoras de saúde'. Segundo o Dr. Aloísio Tibiriçá, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM) não é possível aceitar um valor inferior a R$ 60,00 considerado o mínimo para uma consulta não ser considerada 'aviltante'.
No início deste ano, na primeira paralisação, este valor 'mínimo' era de R$ 80,00. Mas de lá para cá saíram alguns acordos com as cooperativas médicas na base de R$ 62,00 e agora o novo valor exigido é de R$ 60.
Em todos os segmentos de serviço, quando os fornecedores estão descontentes com os compradores, aqueles que lhes pagam os honorários, os movimentos de paralisação ocorrem contra estes últimos. Os médicos inovaram. Eles paralisam o atendimento dos que sofrem, dos pacientes, daqueles aos quais juraram devotar atenção, consideração e tratamento independentemente do valor da consulta.
Por que eles fazem isto? Por que simplesmente não pedem o descredenciamento das operadoras que aviltam seus honorários e colocam um ponto final nesta (chata) discussão em que todos acreditam (ou fingem acreditar) nas alegações apresentadas por um lado e pelo outro?
A resposta é simples, mas triste: os médicos pressionam seus pacientes porque acreditam que podem fazer tudo e os pacientes jamais ficarão chateados com eles. Ainda estão na época em que os pacientes eram suas propriedades. Penso que deveriam olhar melhor em volta.
O tempo mudou, os costumes foram alterados e esta 'fidelidade canina' começa a dar sinais de cansaço. Aqui e ali escutam-se vozes reclamando desta falta total de coerência, principalmente quando se perecebe que os movimentos de paralisação não são dirigidos a TODOS os planos de saúde e sim a alguns escolhidos por critérios muitas vezes incompreensíveis e desconhecidos, ou não divulgados.
Os médicos continuam a tentar, reiteradamente, fazer com que seus pacientes os abandonem e procurem outros que não se deixem envolver com estas manobras de mercado. De tanto tentar, um dia eles vão conseguir. Quem sabe, talvez antes mesmo que esperem...
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