Boa Tarde!
Definitivamente eu não consigo entender a lógica educacional das campanhas de promoção e prevenção contra o HIV (AIDS) veiculadas na mídia 'nobre' brasileira e de autoria do Ministério da Saúde. No governo Fernando Henrique todo o foco das campanhas era o uso do preservativo. Ou seja, nada era discutido quando aos fatores de risco, os comportamentos mais expostos e as atitudes que CAUSAM a contaminação.
Vem o Governo Lula em seus dois mandatos e a campanha se tornou uma verdadeira 'festa': eram demonstrações de que se pode avacalhar à vontade, fazer sexo até em praça pública durante o carnaval (e com uma banda tocando), desde que usasse a camisinha. Ou seja, se a campanha anterior era incompleta, esta tornou-se uma verdadeira aberração.
Agora, com o Governo Dilma, estava na expectativa de que haveria uma qualificada na peça. Ledo engano. A campanha de prevenção fala da... homofobia! Ou seja, se você não for alguém preconceituoso... Não contrai o vírus? Não se contamina? Não está exposto ao risco???? Que raio de prevenção é esta, onde os fatores causadores não são abordados?
Por que continuamos a ignorar solenemente as campanhas de países africanos voltadas para o fim da promiscuidade e que tiveram resultados concretos? Aliás, por que estamos deixando estes países à míngua, sem recursos e sem apoio, apenas porque não apóiam as indústrias que fabricam as camisinhas???
Que vergonha fazermos campanha educacional sem educar ninguém.
Que triste ver o país, com tantos doutores e pesquisadores ilustres e premiados em todo o mundo, continuar a falar da AIDS de forma que agrade apenas aos donos da mídia. Não seria melhor algo que educasse os jovens e, especialmente, os idosos - maior público em contaminação (taxa de contaminados), graças à pílula azul?
Às vezes dá vontade de desistir.
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